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Comissão de Justiça Restaurativa aborda a comunicação não violenta

Clara Passi Para conduzir o evento Comunicação não violenta em Justiça restaurativa, realizado na manhã de terça-feira, dia 13, os palestrantes Célia Passos, presidente da Comissão de Justiça restaurativa da OAB/RJ, Christiane de Queiroz, do Centro de Mediação, Métodos Autocompositivos e Sistema Restaurativo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Cemear), e Sérgio Harari, coordenador da Comissão de Mediação de Conflitos da OAB/RJ, propuseram uma mudança de roteiro. Em vez de palestrar diante de uma plateia sentada passivamente num auditório, o trio conduziu uma vibrante dinâmica de grupo numa sala da ESA, no 2º andar. Os participantes estavam dispostos em círculo e, no chão, havia grandes cartas de baralho com dizeres como: “autonomia”, “segurança”, “justiça“, “triste”, “ouvir e ser ouvido” e “confiança”. O grupo, formado em grande parte por profissionais dedicados à mediação judicial e estudantes, confeccionou um crachá de identificação, contou uma curiosidade sobre sua vida pessoal e foi instado a refletir sobre os fundamentos da comunicação não violenta e sua aplicação prática no Direito por meio de exercícios lúdicos. Queiroz usou também fantoches de animais para ilustrar as teses do psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, grande referência no tema. “Os eventos da Comissão de Justiça Restaurativa são muito vivenciais”, explica Passos. “Um auditório formal não permitiria uma interação, não abriria oportunidades de vivência. A disposição em círculo garante que todos tenham oportunidade de se colocar. Não há observador, todos são parte ativa, têm interdependência”. Samantha Pelajo, presidente da Comissão de Mediação de Conflitos, saudou a iniciativa. “Originalmente, a Comissão de Justiça Restaurativa seria mais um dos vários grupos de trabalho dentro da Mediação de Conflitos, mas isso não daria conta de sua importância”. Em funcionamento há 13 anos no Brasil, a Justiça restaurativa vem sendo expandida por todo o país. Voltada para a resolução de conflitos caracterizados como crime, a prática tende a horizontalizar perspectivas sobre as questões expostas, evidenciando, na busca por soluções, as causas dos fatos mais do que seus efeitos. “Temos muita clareza do quanto nos desconectamos e perdemos a capacidade de nos comunicarmos de forma adequada. Cultivamos um modelo de comunicação que gera violência e desconexão. A comunicação não violenta permite a compreensão das necessidades não atendidas do outro e nos reconecta enquanto seres humanos. Essa tecnologia de convivência vem sendo reconhecida como aporte de grande valor para os métodos autocompositivos tais como a mediação, a justiça e as práticas restaurativas", detalha a presidente da CJR, Célia Passos.
13/03/2018 (00:00)
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